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almaaovento@mail.pt

I sound my barbaric Yawp
over the rooftops of the world!

MUDANÇA DE ENDEREÇO



Por uma questão de organização, mudei de servidor, por favor ganhe asas em:

Sexta-feira, Novembro 21, 2003

The most wasted day of all is that during which we have not laughed.



Às vezes tudo o que resta é o prazer de uma gargalhada...

Terça-feira, Novembro 18, 2003

Respirar o sol, deixar que ele nos invada, captar energia e sentir força para mais um dia...



Porque a luz do sol vale mais que os pensamentos
De todos os filósofos e de todos os poetas.


F. Pessoa

Domingo, Novembro 16, 2003

as much as I definitely enjoy solitude
I wouldn't mind, perhaps
spending little time with you
sometimes, sometimes


possibly maybe,probably love

Björk

Quinta-feira, Novembro 13, 2003

Madonna:o percurso de uma estrela



Quando consideramos o mundo da música, há uma senhora que não nos pode passar ao lado - Madonna. Seja por gostarmos da sua música, seja por admirarmos a forma como encara o show business ou porque simplesmente achamaos que ela não é mais que entretenimento. Seja por que razão for, a maioria tem uma opinião sobre ela, positiva ou não.



Deu os primeiros passos no mundo da música em 1982, mas foi em 1984 com "Like a Virgin" que Madonna começou a chocar grande parte do público musical e com esta linha se tem mantido ao longo dos tempos, chocando com mais ou menos intensidade. Habituou desde cedo os seus fãs a espectáculos ao vivo com "The Virgin Tour" em 1985. Em Janeiro de 1986, é nomeada pela primeira vez para um Grammy (best female pop vocal). Em 1986 lança o álbum "true Blue" que atinge o 1º lugar de vendas nos quatro cantos do Mundo. Em 86 ganha o prémio "Video Vanguard", o que seria o primeiro de muitos reconhecimentos. Em 1989, lança o "like a Prayer", que se torna o seu 3º álbum nº1 nos E.U.A. 1990 é o ano que marca o lançamento e consequente exclusão do vídeo "Justify my love" da MTV. É também o ano em que lança "The Immaculate Collection" reunindo grandes êxitos dos anos anteriores. Em 92 lança o 5º e polémico álbum "Erotica" e não menos polémico livro "Sex", que vendeu 1.4 milhões de cópias. Em 1994 é a vez de "Bedtime Stories" ser lançado, em 1998, "Ray of Light" chega às lojas, álbum que lhe vai valer 3 Grammy (best pop album, best dance recording, best video). "Ray of Light" marca, quanto a mim, uma importante viragem no percurso musical de Madonna, já que conta com novas sonoridades e temas mais intimistas. Em 2000, temos "Music", em 2002, dá voz ao tema principal do novo filme de James Bond "Die another day". 2003 é o ano que marca a saída de um dos seus melhores álbuns "American Life", onde Madonna canta a América, mas sobretudo ela própria, com uma voz como nunca tinhamos ouvido em Madonna.Nestas duas décadas a fazer música, Madonna conta com cerca de 30 prémios divididos entre ela própria, os seus álbuns e os profissionais que com ela trabalham.



A mais valia, quanto a mim, no que diz respeito a Madonna, é não ter medo de experimentar novas sonoridades, temas de cariz distinto, romper com tabus, explorar mundos musicais encobertos; mas sobretudo, o que temos de destacar, é o facto dela não se deixar "morrer" ou cair na sombra, no esquecimento. E sempre que pensamos que está acabada, Madonna tira um trunfo da manga e surpreende tudo e todos com a sua garra e força únicas. Cada actuação uma surpresa. Exemplo mais recente disto mesmo foram os últimos MTV video music awards, em que mais uma vez a actuação foi marcada pela surpresa a par da polémica e de opiniões diversas.



Muito do que marca Madonna é o espectáculo, mas não podemos deixar de notar que ela não descura a música pop e conta já com inúmeros temas imortais. Por tudo isto, considero-a, inegavelmente, a raínha da música pop, que continua a dar indícios que se manterá nessa posição e que não tenciona desaparecer e ainda bem...digo eu.

Domingo, Novembro 9, 2003

Matrix, a trilogia





O maior erro, quanto a mim, no que respeita ao Matrix é mais do que quem o fez, de quem o vê, ao vê-lo apenas como mais um filme de acção, com algumas inovações em efeitos especiais. São claros os efeitos especiais, como é claro o cenário de ficção-ciêntifica, mas Matrix é muito mais que isso.
Matrix faz-nos pensar.
Nós, tal como o protagonista, somos alertados para isto: a realidade que compõe a vida de milhões de pessoas não é real. O mundo que parece real para a maioria das pessoas não é senão uma simulação gerada por computador. Quem pode deixar esta ideia passar ao lado?



Esta ideia remete-nos, claramente, para a alegoria da caverna de Platão, em que o mundo da caverna (as sombras na parede e os sons exteriores) eram entendidos pelos prisioneiros como a realidade, só depois um fugitivo consegue ver a verdadeira realidade e decide mostrá-la aos outros. Ora,a questão que se põe nesta alegoria assim como no Matrix é: será que queremos ser "despertados" para essa realidade? E se quisermos, arrependeremo-nos? Podemos tomar como exemplo Cypher, que mesmo depois de ver o que era a matrix preferiu a "doce ignorância" a viver na realidade.



Matrix é, pois, um estímulo mental para muitos problemas filosóficos e metafísicos, pondo em causa questões como, a realidade para além do físico, a natureza das nossas mentes, a criação do Mundo e o cepticismo num mundo exterior ao que sempre conhecemos.
Para além disso, Matrix transporta-nos também para temas bíblicos, com a ideia do "The One", o salvador e a fé dos outros nesse "Deus".



Mas, quanto a mim, a questão central da trilogia é o livre-arbítrio:
"Free will is the ability of persons to control the future through their choices and actions"
Mas livre-arbítrio é a escolha entre dois caminhos ou é traçar os próprios caminhos, de forma a alterar e originar acontecimentos no Mundo? E as escolhas de Neo serão, efectivamente, livres? Serão inevitáveis? Impostas pelo destino? Fatais?



Assim, Matrix faz-nos pensar sobre questões, que dizem respeito a toda a natureza humana e que não podemos ignorar. Tudo isto faz da trilogia uma das mais marcantes de sempre.

Sábado, Novembro 1, 2003

E as lágrimas que choro, branca e calma,
Ninguém as vê brotar dentro da alma!
Ninguém as vê cair dentro de mim!

Florbela Espanca

Terça-feira, Outubro 28, 2003

Sen to Chihiro no kamikakushi, Hayao Miyazaki:

Poesia animada



Um filme apaixonante de um extraordinário génio...Somos transportados para um universo fantástico com uma multiplicidade de estranhas e sensacionais personagens que provocam em nós variadíssimas sensações.



Acompanhamos as surpresas e medos da aparentemente frágil Chihiro, que se vai revelando uma corajosa e destemida jovem, num mundo desconhecido e misterioso.



Miyazaki presenteia-nos com maravilhosas paisagens num filme que reúne momentos de pura magia, que deixam marcas na nossa esfera íntima e sensorial.



Terça-feira, Outubro 21, 2003

...porque quem, morrendo, deixa escrito um verso belo deixou mais ricos os céus e a terra e mais emotivamente misteriosa a razão de haver estrelas e gente.

Fernando Pessoa



Terça-feira, Outubro 14, 2003

Salvador Dalí



Espanhol, nascido em 11 de Maio de 1904, na cidade catalã de Figueras. De certo modo a planície e a paisagem de Figueras serve de cenário para a grande maioria de seus trabalhos.


The Persistence of Memory, 1931

A partir de 1927, Dali foi sendo atraído pelo Surrealismo. Este movimento que se iniciou em Paris, tinha sido bastante influenciado pelas teorias de Freud. Dali criava obras ditadas pelo inconsciente através dos sonhos, com a escrita automática para se libertar da racionalidade.


Macrophotografic Self-Portrait with the Appearance of Gala, 1962

As suas melhores obras estão no período de 1929-39, usando um método crítico-paranóico, que ele mesmo imaginou.


Sleep, 1937

Em 1929, Dali começou a fazer parte do grupo surrealista com auxílio de Gala Eluard, a mulher que seria não só a sua amante e esposa, mas também a sua musa inspiradora.

The Dream, 1931

A maior parte de suas obras, apesar de fantásticas, eram sempre pintadas com uma técnica acadêmica impecável, com precisão fotográfica.


Christ of Saint John of the Cross, 1951

Com a morte de Gala, em 1982, Dali ficou arrasado. Parecia um espectro vivo até sua morte, em 20 de Janeiro de 1989. Está enterrado no Museu Dali na sua terra natal.


Galatea of Spheres, 1952

Excelente e carismático pintor...estes quadros são alguns dos meus preferidos.

Domingo, Outubro 12, 2003

Quantas vezes nos apetece gritar? Não um grito de dor, assustador, agonizante ou arrepiante...um grito simplesmente...que nos liberte...abrir a janela e gritar e sentirmos que nascemos de novo.



É condensar o Mundo num só grito!

Segunda-feira, Outubro 6, 2003

OH CAPTAIN, MY CAPTAIN





Muitos caracterizam este filme como demasiado sentimentalista e é natural que assim pareça, estando nós rodeados por tanto cinismo e hipocrisia, hoje em dia. Também é natural que seja sentimentalista, já que retrata o romance e a poesia. Num colégio, em que as máximas “tradition, honor, discipline and excellence” se transformaram em 4 paredes que asfixiam quem lá se encontra, eis que aparece alguém embebido, completamente, no espírito romântico e que vem dar cor às vidas dos alunos e mostrar como se devem seguir as paixões.

Gather ye rosebuds while ye may,
Old time is still a-flying,
And this same flower that smiles today,
Tomorrow will be dying.


Dead Poets Society explora o conflito entre o romantismo e o realismo, num colégio que se regula pela tradição e excelência e que pretende dar aos alunos uma rigorosa educação. A história é seguida, especialmente, sob o ponto de vista de Todd Anderson e o colega de quarto Neil Perry. Todd é extremamente tímido e considera que tudo o que possa dizer é insignificante e sem sentido. Neil, por sua vez, é perspicaz e cheio de ambição, mas que, infelizmente, é subjugado pelo pai, que dita e controla todos os pormenores da vida do filho, como sendo, as actividades extra-curriculares, os planos futuros e até o que os outros possam pensar dele. O novo professor de inglês, John Keating aparece com uma nova filosofia, para os alunos, em como deviam seguir as paixões e sonhos e deixar um legado de “carpe diem”.

I went to the woods because I wanted to live deliberately!
I wanted to live deep and suck out all the marrow of life
To put to rout all that was not life
And not, when I come to die
discover that I had not lived.


Depois da criação do clube dos poetas mortos, o choque entre o realismo e romantismo dá-se finalmente e inicia-se a queda de Keating, quando é acusado da desobediência de Neil para com o pai, Keating percebe que tinha alertado para os perigos de se render ao conformismo, mas não tinha mostrado as consequências do extremo romantismo e seguimento das paixões. Aí, Keating percebe que também a disciplina e tradição são necessárias para uma vida equilibrada.

Oh to struggle against great odds. To meet enemies undaunted.

Neil, quanto a mim é um actor para todos, para o seu pai e até para si mesmo, já Shakespeare dizia que todos usávamos máscaras e que éramos actores no palco da vida, e assim foi Neil. A relação de Neil e do pai denota, claramente, falta de diálogo e compreensão, em que nenhum dos dois conhecia realmente o outro. Neil nunca foi capaz de enfrentar o pai e afirmar-se nas suas próprias ambições. E, assim, depois da grande performance na peça e de um aplauso de pé, acaba com a própria vida, quanto a mim he "discover that had not lived”.

Most men lead lives of quiet desperation.

Charlie aka Nwanda, assume uma postura acima da lei e usa o "carpe diem" sem pensar nas consequências dos seus actos, desafiando, constantemente, a autoridade. É alguém que vive da atenção que lhe dão e que tem sempre um engenhoso comentário a fazer. Acaba por ser expulso, depois de um telefonema de Deus e de outro “momento de paixão” ao esmurrar o delator tradicionalista, Cameron.

Oh, I live to be the ruler of life, not a slave.

Todd, talvez o único que Keating conseguiu “salvar” com a sua mensagem, é a personagem que realmente se transforma. Todd, que começou por ser tímido, com medo de participar, com medo de se fazer ouvir, acaba por encontrar a sua voz e decobrir que tem um verso para contribuir, mas que não necessita de medidas tão extremas para o fazer. Todd foi o que sofreu mais com a morte do Neil, talvez por ser o único a compreendê-la e saber o que atravessava a mente do Neil momentos antes da morte. É no final que Todd se distancia de Neil, por conseguir se afirmar e fê-lo subindo para a carteira e clamando OH CAPTAIN MY CAPTAIN! Mostrando a Keating a sua lealdade e em como ele lhe ensinou algo valioso.

o me, o life of the questions of these recurring,
of the endless trains of the faithless,
of cities filled with the foolish.
What good amid these, o me, o life?
Answer: that you are here.
That life exists, and identity.
That the powerful play goes on, and you may contribute a verse.


É um filme que nos envolve do inicio ao fim, que nos brinda com a excelente realização de Peter Weir, o magnífico argumento de Tom Schulman e com as envolventes interpretações. É um filme com alma, que nos faz reflectir sobre os valores pelos quais nos movemos, sobre a nossa filosofia e ideais e tão simplesmente, sobre a vida.

Terça-feira, Setembro 30, 2003

Björk





Acredito que esta grande senhora do mundo da música já mudou a vida de muita gente e eu estou incluída nesse grupo. E quando digo isto, não considero um exagero de maneira nenhuma, mudou a minha maneira de ver o mundo, a maneira de sentir, mudou-me. O meu único arrependimento, no que toca a Björk, foi tê-la descoberto tão tarde, mas pensando bem, talvez tenha sido na altura certa para a sentir tão intensamente. O Debut é uma janela aberta às vivências de Björk que, mais do que espreitar, nos deixa entrar e viver o que ela viveu. A extravagância de Post é contagiante mas sem nunca perder a linha intimista que a persegue. Homogenic, quanto a mim the masterpiece, transporta-nos para lugares longinquos numa explosão de sons e emoções. Vespertine, foi o albúm que me "custou" mais a amar, talvez por ser o perfeito oposto de Homogenic, mas com uma beleza e pureza inigualáveis, onde Björk nos leva aos recantos de si mesma.
Mas o genial em Björk é que nos permite sentir as nossas próprias emoções através dos intensos sentimentos que transparece. Espelhamo-nos, de uma forma ou de outra, na sua música e quando olhamos para Björk, simultaneamente, olhamos para nós próprios.
E nada melhor podia confirmar tudo isto que o magnífico concerto no Meco, em que ela esteve fantástica e nos proporcionou uma noite memorável.

Domingo, Setembro 28, 2003

J.R.R.Tolkien





Ora aí está um génio - JRR Tolkien - qualquer elogio será escasso para caracterizar o legado deste senhor. Ele não escreveu apenas um livro, ele criou um mundo: os habitantes, os locais, as línguas, amizades, intrigas, hostilidades, amores, inimizades... Foi um grande choque, ao estar rodeada de amantes de livros, o nome de Tolkien aparecer seguido pela pergunta "Quem é esse?" Foi como se tudo o que eu acreditasse, tivesse desabado naquele instante, tudo bem que não tenham lido, mas daí a não conhecer...De qualquer maneira, a todos os amantes da leitura (ou não) aconselho, vivamente, a obra de Tolkien.
A leitura do LOTR reporta-nos para o interior daquele mundo, num momento estamos deliciados a ouvir o som das águas em Lothlórien, noutro estamos a sufocar com a escuridão de Moria, num aterrorizamo-nos com os gritos cortantes dos Nazgûl, noutro sentimos a erva de Hobbiton debaixo dos pés. E não são só lugares que experimentamos, mas mesmo sentimentos, basta pensarmos numa das mais complexas criaturas já alguma vez criadas - Sméagol/Gollum - que provoca em nós tão antagónicos sentimentos, tão depressa o repugnamos, como no momento a seguir não conseguimos ficar indiferentes à, ainda restante, pureza e bondade daquela personagem e somos então completamente invadidos de compaixão.
Em relação aos filmes, estão, sem qualquer dúvida, obras-primas da 7ª arte, que foram dirigidas não "apenas" por um entusiasta e dedicado realizador (produtor, argumentista) mas que é, em 1º lugar, um fã de Tolkien e acho que isso diz tudo. Assim, para além da leitura, aconselho também o visionamento dos filmes de outro mestre - Peter Jackson.
O mundo literário que conhecemos altera-se por completo ao mergulharmos nas histórias de Tolkien, cuja obra tem descrições tão "visuais" que nos permite viver momentos tão mágicos.

Quinta-feira, Setembro 25, 2003

Before Sunrise





Before Sunrise- apesar dos seus 8 anos é, quanto a mim, um filme intemporal. E porquê? Talvez por ser a mais bela história de amor alguma vez contada. E essa beleza está na simplicidade e na forma como Ethan Hawke e Julie Delpy conseguem transparecer todas as emoções, dúvidas e agitações que vivemos quando conhecmos alguém e quando, por surpresa, esse alguém nos rouba o coração. É um filme sincero em que o excelente argumento encaixa na perfeita realização de Linklater, criando um ambiente natural, já que não vimos 2 actores, nem qualquer efeito especial, o filme simplesmente acontece espontaneamente, como por magia e é a pureza das personagens e dos diálogos, que nos prende e nos proporciona imagens e momentos, que permanecem connosco muito depois do filme acabar. O que podia ser simplesmente aborrecido tranforma-se em simplesmente belo e tudo acontece na troca de palavras, olhares, experiências e filosofias, que seguimos e vivemos também. O filme é um conjunto de momentos mágicos e deliciosos, que termina com uma perfeito e inteligente final. Um filme de sonho, que nos faz sonhar durante tanto tempo... Later.

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